Uma caixa é uma caixa, claro. Mas quem nunca brincou dentro de uma caixa de papelão? Para as crianças, uma caixa pode ser qualquer coisa. Basta um pouco de imaginação para transformá-la em robô, barco, montanha e… em carrinho!

Além de imaginação, você vai precisar apenas de tesoura ou estilete e de uma fita de cetim para fazer aquela caixa que trouxe do mercado e está encostada na área de serviço virar um carrinho cheio de estilo. O tamanho da caixa vai depender do tamanho da criança: a caixa precisa passar com folga pelo corpo do motorista. Vamos lá?

1) Comece cortando fora as duas abas menores usadas para fechar a caixa.

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2) Vire a caixa com a boca para baixo e abra um buraco em seu fundo. Na hora de calcular o tamanho, tenha em mente que a criança terá de passar por esse buraco para dirigir seu carro.

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3) Escolha um dos lados do buraco feito no fundo da caixa para fazer dois cortes de cerca de 2 cm, mantendo uma distância de 15 cm a 20 cm entre eles. Dobre esta parte para cima, criando o vidro da frente.

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4) Nas duas abas grandes, vamos fazer as rodas. Nós usamos uma tampa plástica de um pote redondo para desenhar os círculos, mas você pode pegar qualquer objeto redondo que tenha à mão (ou mesmo um compasso). Desenhe duas rodas em cada uma das abas e recorte.

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5) Para que o carrinho fique pendurado na criança, vamos construir uma espécie de suspensório. Com o estilete, faça quatro pequenos cortes no fundo da caixa: dois na parte da frente (um de cada lado do “vidro”) e dois paralelos a estes, na parte de trás.

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6) Corte dois pedaços da fita de cetim e passe cada um deles pelos dois orifícios de um dos lados (frente e trás), dando um nó do lado de dentro para fixá-los. Para saber o tamanho ideal destas alças, o melhor é medir na própria criança. O carrinho deve ficar mais ou menos na altura da cintura dela.

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7) Agora é só personalizar o carro. Nós pintamos com tinta guache, mas você pode fazer uma colagem, encapar com papel contact ou papel de presente, jogar glitter… como quiser!

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Depois cortamos outra caixa e convidamos a Sofie a personalizar o próprio carro. Ela escolheu as cores e colocou a mão na massa (ou melhor, na tinta). Pintou, se melecou, se encantou com o resultado da mistura das cores. E ficou tão empolgada com a brincadeira que, mesmo depois de lambuzar a caixa toda, ainda quis continuar pintando no papel craft que havíamos usado para forrar o chão. E, claro, ainda se divertiu pintando os braços dela (e os nossos também!). Ficou tão cansada que nem aguentou esperar o carrinho secar para brincar: acabou caindo no sono. Mas com certeza a brincadeira aconteceu muito antes do carrinho ficar pronto.

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E aproveitamos para recomendar a leitura do livro Não é uma caixa, de Antoinette Portis. Um convite para crianças e adultos pensarem – e viverem – além da caixa.