Marco Antonio Alonso, mais conhecido como Markito, 33 anos, não passa um dia sem brincar com Davi, seu filho de 2 anos e 8 meses. E valoriza demais os momentos em que pode se dedicar exclusivamente a isso, sem se preocupar com o trabalho por fazer, a casa por arrumar ou a próxima refeição. “Ainda que sejam poucas horas, temos noção de que aquele momento é rápido, curto, passageiro, e que não vai voltar”.

 

Mas nem sempre foi assim. Embora Markito e a esposa considerem que a brincadeira entrou na rotina do Davi de forma natural, quando ele era menorzinho eles não tinham consciência da necessidade de ter momentos reservados a essa prática. “Notamos que muitas vezes estávamos apenas querendo distraí-lo para podermos fazer as nossas coisas, e não interagindo com ele”.

 

A sala e o quarto do Davi foram organizados de forma a permitir a livre circulação dele, sem obstáculos, para que possa se espalhar pelo chão e brincar. E o menino também não dispensa as idas à brinquedoteca do prédio onde moram. Agente cultural, Markito adora compor músicas com o filho, em cima de melodias simples e a partir de situações do cotidiano do Davi, como a hora do banho, de comer, de se vestir. O filho, claro, entra na brincadeira. Talvez por conta da profissão do pai os livros também façam muito sucesso com o pequeno. Além de inventar as histórias, também os usa para construir casas.

 

Mas quer vê-lo feliz de verdade? Dê a ele uma bola. Gosta de jogar para o alto e pegar de volta, de chutar… Entre os brinquedos preferidos também estão os blocos de montar. “Tentamos observar primeiro o que chama a atenção dele para a partir daí começarmos a brincar. Ele pede para construirmos casinhas e castelos, e depois derruba tudo. Às vezes derruba enquanto construímos”, diverte-se o pai.

 

Quando o Davi decide colar figurinhas pela casa inteira, os pais não impedem. Ao contrário: ficam admirados com a criatividade e a imaginação do filho. Inventivo, fantasia dinossauros por todos os cantos e pula no colo do pai, que corre com ele para que “coma” todos os bichos. E às vezes é ele quem pega os bonecos de dinossauros e corre atrás dos pais, que fogem “morrendo de medo”.

 

“O ato de brincar é um momento ímpar da vida, uma conexão simples e bela.” O Davi, com certeza, sente a mesma sintonia.