Gustavo Dantas dos Santos, 37 anos, pai do Rafael, de 1 ano, brinca todos os dias com o filho. Aos finais de semana, porém, quando estão todos reunidos em casa, as brincadeiras são mais frequentes. Em sua infância, Gustavo gostava de jogar bola na rua com outras crianças. Filho único – por enquanto, já que a mamãe espera um irmãozinho ou irmãzinha –, Rafa herdou o gosto do pai, mas sua companheira das brincadeiras de bola é Malu, a cachorra da família. Adoram correr atrás um do outro. Garrafas, potes e tampas – tudo vira brinquedo nas mãos (e nas patas) dessa dupla. Quando Malu pega um brinquedo com a boca e o joga longe, por exemplo, o Rafa cai na gargalhada e parte para buscá-lo e entregá-lo de volta à Malu, que o arremessa novamente.

DJ nas horas vagas, Gustavo também passou o gosto pela música para o filho. O pequeno estúdio que mantém em casa é um dos lugares preferidos do Rafa. Com sensibilidade musical apurada, o menino não pode ouvir uma música que já começa a dançar. E engana-se quem pensa que ele requebra da mesma forma independentemente da canção. Primeiro, ouve atento a melodia e então começa a se balançar conforme o ritmo, coisa pouco comum nas crianças dessa idade. O pai conta que nem o ruído da máquina de lavar escapa aos ouvidos dele e já motivou coreografias animadas.

Antes até do nascimento do Rafa, Gustavo e a esposa, Tatiane, já acreditavam no valor da brincadeira. “Brincar não faz bem somente para a criança, mas também para toda a família, mesmo com a vida corrida dos tempos modernos”, defende ele. E onde buscam inspiração para as brincadeiras? “Na verdade, a inspiração é ele.” Assim, ao invés de partirem de algo pronto, vão deixando as ideias surgirem no decorrer da brincadeira. O brincar representa desenvolvimento e alegria, que contagia a ele e a nós. É um momento de proximidade e afinidade com nosso filho.”

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