A velhinha que dava nome às coisas, de Cynthia Rylant, é um livro sobre a solidão na velhice e o valor da amizade.
A velhinha que protagoniza a história (que, por sinal, não é nomeada) já havia perdido todos os seus amigos. E, para não se sentir sozinha, ela passou a dar nome às coisas à sua volta. O carro era o Beto, a poltrona ganhou o nome de Frida, a cama se chamava Belinha e a casa, Glória. Mas a velhinha não dava nome a todas as coisas, não. Ela só nomeava aquilo que ela sabia que duraria mais que ela, para não ter que lidar com novas perdas.
Até o dia em que um cachorrinho apareceu no seu portão. Ela até alimentou o bichinho, mas o mandou embora sob o pretexto de que “Beto sempre fazia os cachorrinhos passarem mal; que Frida nunca permitiria que cachorros sentassem nela e que Belinha não comportava um adulto e um cachorrinho. Além disso, Glória não tolerava pelo de cachorro”.
Insistente, o cachorrinho voltava todos os dias. A velhinha se afeiçoou a ele, mas, como achava que ele poderia viver menos do que ela, resistia a se apegar. Mais ainda, se recusava a dar um nome a ele. Só que, um dia, o cachorrinho não aparece mais. Triste, a velhinha partiu em busca do amigo, e o encontrou no canil da cidade. Quando o moço perguntou o nome do cachorro dela, o que será que a velhinha respondeu? Não vamos contar para não estragar a surpresa.
Um livro sensível que prova que amigos não são escolhas: são encontros. Ainda mais em se tratando de animais…
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A velhinha que dava nome às coisas
Cynthia Rylant
Ilustrações: Kathryn Brown
Tradução: Gilda de Aquino
Número de Páginas: 32
Formato: 23 x 25,5 cm