Às vezes a criança precisa de uma brincadeira mais tranquila, que exija concentração. Nessas horas, a gente quase sempre recorre ao desenho. E o legal é que essa atividade não precisa se restringir ao lápis e ao papel. É possível oferecer suportes diferentes. Mas, calma, não estamos falando da parede da sala e nem do sofá!

Sugerimos ao Douglas desenhar com giz de cera em lixas de parede de várias cores, dessas que você encontra em qualquer loja de materiais de construção. Como já contamos por aqui, o Douglas é um garoto superdisponível e rapidamente entrou na brincadeira.

 

Logo ele notou que desenhar na lixa não seria como desenhar no papel. Sentiu a textura das lixas, observou como eram ásperas (“penica a mão”) e então escolheu os gizes para começar. Preferiu aqueles mais grossos, indicados para crianças menores. Começou pela lixa branca. Percebeu que precisava fazer um pouquinho mais de força para seu traço sair. Depois, experimentou a vermelha. Usou algumas cores e, quando pegou o giz vermelho, achou curioso que ele não aparecia direito, já que a lixa tinha a mesma cor. Partiu, então, para a preta. Desenhou por certo tempo e então teve a ideia de desenhar com as duas mãos em duas lixas diferentes, ao mesmo tempo. Ficou sério, todo concentrado, fazendo o maior esforço para conseguir. E conseguiu!

O Douglas se deu conta do vermelho que não aparecia sobre a lixa vermelha, mas crianças maiores certamente vão atentar também para como o mesmo giz aparece com tonalidades diferentes dependendo da cor da lixa. Ou seja: esta é uma brincadeira interessante para todas as idades.

Então, fica aqui a nossa dica: na próxima obra, compre algumas lixas a mais e faça da reforma também uma grande brincadeira.