As brincadeiras com água sempre fazem muito sucesso por aqui. Com essa, não foi diferente. Pegamos uma esponjinha de lavar louça que já havíamos utilizado para outra atividade de pintura e a cortamos em vários pedacinhos. Aí foi só colocar água em uma bacia e jogar as miniesponjas dentro. Ao lado, deixamos outra bacia vazia. E entregamos para o Rafa uma concha de cozinha.

A nossa ideia era que ele pescasse as esponjinhas com a concha e as depositasse na bacia vazia. Mas ele foi muito além. O primeiro interesse dele foi mais pela água do que pelas esponjas, que ele logo chamou de “peixes”. Depois de colocar as mãozinhas na água e sentir a temperatura, ele se pôs a transportar a própria água de uma bacia à outra. Para segurar a concha, usou a mão direita, depois a esquerda… Ficou observando encantado a água escorrendo da concha.

Atentou, então, para os “peixes”. Até pescou um ou outro com a concha, mas logo passou a usar as mãos. Totalmente concentrado, pegava uma esponjinha, a examinava bem de pertinho, sentida a diferença de textura do lado áspero verde para o lado macio amarelo. E, depois, a apertava, surpreendendo-se com a água caindo na bacia. E sempre repetindo: “peixe, peixe”.

A roupa terminou um pouquinho molhada. O chão também. Mas a carinha dele diante da nova descoberta durante a exploração foi de encher os olhos.