Você conhece escova de cabelo, escova de dente, escova de unha… Mas já ouviu falar em escova de pintura? Tudo bem, com esse nome você não vai encontrar em loja nenhuma. Ela é, nada mais, nada menos, que uma escovinha dessas de roupa, vendidas em qualquer supermercado, que utilizamos com uma nova função.

Dispusemos várias tintas guache em bandejinhas de isopor, forramos o chão com um plástico e, sobre ele, disponibilizamos duas cartolinas. Entregamos a escovinha à Luiza e a convidamos a pintar usando a escova como pincel.

A Lulu molhou a escova nas tintas e a deslizou sobre a cartolina. No início, bem timidamente. Mas ela de cara percebeu que o efeito que conseguia era bem diferente de suas pinturas tradicionais. Como as cerdas da escova são mais grossas e mais espaçadas do que um pincel, por exemplo, a arte ganha uns riscos bem demarcados, o que, pela carinha dela, sentimos que lhe pareceu interessante.

Feliz com o resultado, ela começou a adicionar mais cores à mistura. E conseguiu tonalidades únicas, num degradê surpreendente. Seguiu adicionando mais e mais cores.

Mas para que serve uma escova se não para esfregar, não é mesmo? Quando a área próxima a ela já estava bem pintada, a Luiza sentou-se do outro lado da cartolina e iniciou uma nova composição. Desta vez, ela mergulhou a escova bem fundo nas tintas. E, ao invés de simplesmente deslizá-la no papel, passou a esfregá-la de um lado para o outro, meio desgovernadamente, cheia de animação.

As cores ficaram bem mais misturadas, o degradê se transformou em um tom uniforme mais escuro, os traços das cerdas da escova perderam a definição (ah! o sapato e a calça ficaram pintados também! rs), e a Lulu ficou toda satisfeita com o resultado do seu trabalho. Que terminou assim, cheio de camadas!